segunda-feira, março 27

:(

Não sei porque, mas em momentos de tristeza, sempre relaxo ouvindo a música abaixo. Ela me traz sensações muito boas e confortáveis....

MARX & ENGELS
Belle & Sebastian


There's misery in all I hear and see
From the people on TV
After their tea when life begins again
They'll be happier than me
There are a thousand meals being made on Saturday
From the view I saw today
I took a bet inside the launderette
With a girl from Wallasey

She spoke in dialect I could not understand
But one thing she made clear
There was no coming on to her
There was no way

There's misery in all I hear and see
From the people on TV
After their tea when life begins again
They'll be happier than me

There are a thousand meals being made on Saturday
From the view I saw today
I took a bet inside the launderette
With a girl from Wallasey

She spoke in dialect I could not understand
But one thing she made clear
There was no coming on to her
There was no way
That she could respect
If it couldn't see
That the girl just wants to be
Left alone with Marx and Engels for a while
She's writing in the style
Of any riot girl

Para quem não sabe (duvido muito alguém não saber), a Sarah Martin catarola no final um trecho do Manifesto do Partido Comunista do Marx e do Engels. Eu não sabia e quem me falou foi o grande mestre Paulo Nunes. :)

The bourgeoisie, historically, has played a revolutionary part to all feudal, idyllic relationships.
It has resolved personal worth and in place of freedom is exploitation for profit alone.
There is a spectre of the past in my bold assertion.
We could learn much from the past

Não!!!!

A famosa Dança da Deputada Ângela Guadagnin remixada:
http://www.youtube.com/watch?v=NWfITQF_3zA

E por falar nela, o seu link:
http://www.angelaguadagnin.net/

Aproveite e procure seu "profile" na Câmara dos Deputados:
http://www.camara.gov.br

Two In One

One
Estou doido para ver nos cinemas, mas ainda estou com muito medo: V de Vingança. Não sei quando vai estrear aqui... deixar eu ver no sáite do Terra (ou será da Terra?)....não achei... não faz mal. Para mim, vai ser mais um daqueles filmes que você se pergunta "Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?". Eu olhei uma notícia no sáite do Yahoo! Cinema sobre o Moore:

Alan Moore não quer nome creditado em V de Vingança
24 de Mar, Sex - 12h40
(Redação Cineclick) - O criador dos quadrinhos V de Vingança, Alan Moore, não quer de forma alguma ser associado à adaptação cinematográfica de seu comic book. Moore chegou até a pedir aos produtores que seu nome não aparecesse nos créditos do filme.

“Ver os personagens com quem me envolvi emocionalmente durante a criação serem travestidos, diluídos e distorcido é doloroso. É melhor evitar a indústria cinematográfica em geral.”

O cartunista, que também escreveu Do Inferno e A Liga Extraordinária, odeia ver seu trabalho reinterpretado por cineastas e se recusa a pôr seu nome no resultado.

Em um post anterior no blog que eu fui forçado a deixar, o esteticar.blog.aol.com.br, tinha expressado minha indignação pelo fato de os irmãos-nomes-complicados colocarem, pelo menos no trailer, os dizeres "uma visão descompromissada dos irmãos criadores de Matrix". Mas, pensando bem, é melhor assim... vamos considerar o V do filme como um V distinto do Moore justamente pelas razões de seu criador ter dito acima.

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Two


Gostei da posição do Lima Duarte ao dar uma entrevista na Folha:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u59129.shtml

Desculpem falar muito, mas depois vocês editam. Não como o "Fantástico", hein! Dou entrevista a eles, e nos tornam imbecis. É como Silvio Santos, o grande químico do Brasil: transformava o domingo em merda. O "Fantástico" transforma qualquer opinião em merda, a edição é calamitosa. A da Globo de modo geral.

Era tudo o que eu queria falar....

So long and thanks for all the fishs

quinta-feira, março 23

Pequeno Comentário

...era para ser, na verdade, um comentário maior, mas é que ando um tanto quanto sem tempo.

Acabei de ler em uma página qualquer (a exemplo do que faço com controle-remoto da TV, pratico o skipping de páginas da uébi) que o MV Bill entregará o DVD "Falcão - Meninos do Tráfico" para o dignissímo senhor presidente não-sei-de-nada Lula.

Se ele vai entregar ou não, problema é dele (eles que são brancos que se entendam), mas gostaria de pegar a deixar e expor minha revolta com o sr. ministro da justiça, Márcio Tomás Barros. Ele se utilizou de um dos argumentos, que apesar bastante utilizado, mais cruéis e claramente adepto a um estado liberal ou estado mínimo quando foi comentar sobre a "reportagem-do-fantástico" (mas não era o documentário do MV Bill?): a culpa é da sociedade. Peraí, peraí... deixa ver se entendi bem. O Estado, adepto de uma doutrina minimalista e que bate de frente com o Estado Providência (tá certo que no Brasil, a história não se deu muito bem como nos outros países do Welfare State, mas possuímos em nosso ordenamento jurídico-político diretrizes a serem cumpridas pelos três poderes), não promove as condições básicas necessárias para a (sobre)vivência da população como educação, saúde, incentivo de emprego e renda e depois diz que "todos devem se unir para combater o mal". E é justamente esse mesmo ministro que, quando assumiu o cargo, disse que estava assumindo para satisfazer uma aspiração pessoal. Ora, afinal, quem não quer ser ministro de estado?

Bom... melhor ir dormir mesmo.

quarta-feira, março 15

No Brasil....

"Em quase dezoito anos, passamos por crises econômicas, reformas constitucionais e
um impeachment. Tudo na mais plena normalidade, exatamente porque vivemos em uma
democracia. A democracia brasileira funciona. E funciona exatamente porque está sustentada
em princípios democráticos, previstos na Constituição da República".

Trecho extraído do "Manifesto Republicano em Defesa da Constituição: denunciando o golpismo da PEC 157" que pode ser encontrado no site http://www.ihj.org.br/.

Me lembro das palavras do Lenio Streck que respondeu, ao ser perguntado sua opinião sobre um movimento encabeçado pela OAB (eu creio que de São Paulo), que a constituição só pode ser mudada quando o povo está na rua, quando existem crises institucionais graves, quando o ordenamento não dá mais respostas aos problemas ocorridos na sociedade.

O constitucionalismo brasileiro vive sim uma crise, mas uma crise de seus aplicadores e, principalmente, dos parlamentares que, como eu disse no post anterior, mudam a Constituição ao seu bel prazer. A própria constituição brasileira é um exemplo de inchaço: possui trocentos artigos com vários incisos e alíneas. Entretanto, existem princípios garantidores de direitos que se hoje são efetivos, deve-se a muita luta e a muito suor derramado.

Com essa PEC, a constituição brasileira está virando uma grande chacota e se tornando apenas uma lei formalmente superior do ponto de vista hierárquico.

domingo, março 12

Cenas Memoráveis de Seinfeld

George: Kramer, o que você acha que eu devo fazer? Eu ligo para Susan?
Kramer: O que o homezinho dentro de você diz?
George: Meu homenzinho não sabe de nada.
Kramer: Oh... o homenzinho sabe de tudo.
George: Meu homezinho é um idiota.

:)

quarta-feira, março 8

"Não sei o que é direito"

Recentemente, vi uma coisa que me deixou boquiaberto: o caso da verticalização nas eleições de 2006. Em relação à verticalização em si, não tenho uma opinião muito sólida quanto vós que, ao ler este blogue, possam ter. O que me deixou nesse estado foi a "velha" questão política.

O Tribunal Superior Eleitoral, sob a presidência do Min. Gilmar Mendes - que apesar de ser um ministro mais conservador, eu considero como um dos mais capacitados da composição do Tribunal -, decidiu que a regra verticalização das coligações seria válida para essas eleições. Bom, na verdade, foi justamente a contrariu sensu, a decisão do tribunal: a regra que acabava com a verticalização não poderia valer para o próximo pleito, porque não obedeceu ao princípio da anterioridade.

Isso, é claro, deixou um bocado de parlamentares irritados. Eles não podiam fazer coligações com que quisesse; deveriam obedecer, pelo contrário, às coligações feitas a nível federal. O próprio presidente da Câmara dos Deputados, o dep. Aldo Ribeiro, disse, em entrevista coletiva, que a decisão do TSE era de uma "tolice sem tamanho".

A minha estupefação já começava daí: um integrante do Poder Legislativo, na verdade, o terceiro homem na hierarquia de poder no Brasil, chamar a decisão de um tribunal superior de tolice. O min. Gilmar Mendes, sempre sisudo (vós já o viram rindo alguma vez?), falou que o local de discussões não admitia ofensas, pois estavámos (e estamos) dentro de uma democracia.

O que os nossos parlamentares fizeram? Emenda à Constituição. E haja emenda, emenda... com essa vai ser a 52a. 52 emendas para uma constituição que não chegou aos seus vinte anos (e olha que não estou contando com as teratológicas "Emendas de Revisão" que, graças a Deus, não existem mais). E ainda que chegasse. A americana possui mais de trezentos anos e não chega nem perto no número de emendas que a nossa possui. Na Inglaterra, nem constituição eles possuem.

Esse é um grande mal parlamentar brasileiro: emendar a constituição ao seu bel prazer. "Ah é? Não conseguimos por via legal, vamos conseguir através de emenda constituciona!". Entra governo, sai governo e a Constituição vai sendo rEMENDADA pelos novos e não novos parlamentares.

Repito que o lugar desse "post" não se encontra em apoiar ou não a verticalização nas eleições de 2006 (ou de qualquer ano), mas em expor minha revolta em relação a esses nossos parlamentares que pensam que a Constituição Federal pode ser mudada assim da noite para o dia, conforme a conveniência deles.

E o interessante é que o próprio Aldo Ribeiro falou, depois da assinatura da Emenda, algo do tipo "quem ganhou foi o povo, quem ganhou foi a democracia". A mesma palavra - tão desgastada e mal utilizada durante a história - foi usada para justificar a promulgação da Emenda e a defesa de um debate sem ofensas pelo Poder Legislativo.

É... democracia....
"Brasil: ame-o ou deixe-o".

sábado, março 4

Nostalgia

Existe alguém esperando por você
Que vai comprar a sua juventude
E convencê-lo a vencer

Mais uma guerra sem razão
Já são tantas as crianças com armas na mão
Mas explicam novamente que a guerra gera empregos
Aumenta a produção

Uma guerra sempre avança a tecnologia
Mesmo sendo guerra santa
Quente, morna ou fria
Pra que exportar comida?
Se as armas dão mais lucros na exportação

Existe alguém que está contando com você
Pra lutar em seu lugar já que nessa guerra
Não é ele quem vai morrer

E quando longe de casa
Ferido e com frio o inimigo você espera
Ele estará com outros velhos
Inventando novos jogos de guerra

Que belíssimas cenas de destruição
Não teremos mais problemas
Com a superpopulação
Veja que uniforme lindo fizemos pra você
E lembre-se sempre que Deus está
Do lado de quem vai vencer

O senhor da guerra
Não gosta de crianças

O Senhor da Guerra
Legião Urbana