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quarta-feira, janeiro 7

Saudade

Essa palavra é fogo! Se fosse em outro país, se eu fosse estrangeiro, não sentiria isso. É fogo! Poderia sentir falta do ser amado, mas não, saudade. Claro que isso é brincadeira, o negócio não é tão simples assim: “se fosse de outro país”.

Mas o negócio é que estou morrendo de saudades do meu amor. Já devo ter escrito esta letra antes em outro post, mas vou vou escrever de novo (ora, o espaço é meu mesmo e estou com saudaes e ponto final):

a saudade
é prego parafuso
quanto mais aperta
tanto mais difícil arrancar

a saudade
é um filme sem cor
que meu coração quer ver colorido

quinta-feira, janeiro 17

De volta

Além do acasalamento (aos diabos com o Imaginário), há este outro abraço, que é um enlaçamento imóvel: estamos encantados, enfeitiçados: estamos no sono, sem dormir; estamos na volúpia infantil do adormecer: é o momento das histórias contadas, o momento da voz, que vem me hipnotizar, me siderar, é o retorno à mãe ("na calma amorosa de seus braços", diz uma poesia musicada por Duparc). Nesse incesto renovado, tudo fica então suspenso: o tempo, a lei, o interdito: nada se esgota, nada se quer: todos os desejos são abolidos porque parecem definitivamente satisfeitos


Barthes no livro "Fragmentos de um discurso amoroso" parte da premissa que o amor é um discurso de solidão. Todos os verbetes do livro (o que escrevi acima é "Abraço") traduzem esse sentimento (essa premissa).

Mas, hoje (quer dizer, desde o dia 22 de dezembro), "não tenho mais a saudade. Não sinto mais essa dor. Meu coração hoje mora na casa de um vencedor" (música do Mestre Ambrósio, letra - se não me engano - do Sérgio Cassiano)... estou de volta e estou casado.

Escolhi justamente o verbete abraço porque traduzia esse sentimento de plenitude.

I DO LOVE YOU, MY BELOVED WIFE.

sábado, outubro 20

Perigo... perigo

Recebi este e-mail do DJ que vai animar a festa do meu casamento,

Bom dia Thales, pode ser feito desta forma sem problemas, ok? (...), qualquer duvida estamos a disposiçao, nao vamos deixar de falar sobre o repertorio da festa.

Obrigado


Claro, meu caro... não vamos deixar de jeito nenhum de falar sobre o repertório da festa, mas tu falares isso para mim é um grande perigo.... coitados dos convidados (tá... alguns poucos podem até gostar), mas era melhor tu falares isso para minha noiva; não, para mim.

Só conseguia pensar em Belle and Sebastian, The Killers, The Strokes, Rolling Stones, Beatles, Weezer, Franz Ferdinand, David Byrne, The Polyphonic Spree, The New Pornographers, Los Hermanos, Cake e até mesmo David Bowie.

Meu caro.... não sabes o perigo que estás correndo. Porque depois, qualquer culpa é do DJ.

segunda-feira, julho 9

Week's beggining

Blogger
Nunca tinha percebido... apesar de eu migrar para o Blogger Beta (que deixou de ser beta há muito tempo), não tinha ainda percebido as verdadeiras mudanças. Pois bem, migrei agora de vez mesmo... por isso, eventuais erros que tiver nesse meu leiáuti decorrem do fato de eu ainda não ter entendido todo o código.

Mas consegui fazer uma nuvem de tags... claro que com ajuda, pois não entendo muito bem do tal java script.

Zeitgeist
Acabei de ouvir o Zeitgeist (novo do Smashing Pumpkins). A princípio, tive várias reclamações que iria pôr aqui, mas aprendi uma coisa: o Smashing Pumpkins do Mellon Collie and Infinite Sadness, Gish e do Siamese Dream ficaram para trás. São coisas de época mesmo (mas essas coisas de época fizeram o Smashing Pumpkins uma das melhores bandas da segunda parte dos anos 90 - na minha [humilde e modestíssima] opinião).

Mas Zeitgeist é mais um disco de rock... não impressiona muito não. Sinceramente, não lembra do Smashing Pumpkins... nem mesmo a sua fase final, Machina: The Machine Of God, eu consigo me lembrar (e olha que este disco, Machina, não é lá grande coisa). Eu diria que Zeitgeist é razoável. Destaque para a faixa (carro chefe do disco) Tarantula, Doomsday Clock e 7 Shades Of Black.

Discos bons mesmos são os novos do White Stripes e do The Queen Of Stone Age.

Para ti, amor
E continuando com uma música... uma que estará no meu casamento... ridícula e boba, eu sei... mas todas as cartas músicas de amor são ridículas:

I will love you forever
We will always be together
I will never stop loving you

Through the Summer and the Winter
Our love grows like no other
I can never stop loving you

And in her sighs, I know
Why I can please her, too slow
Know that I love her
When the sun is in her eyes

I will love you forever
We will always be together
I can never stop loving you

Gorky's Zygotic Mynci (uma das minhas bandas preferidas)
Disco: How Long I Feel That Summer In My Heart
Faixa: Easy Love

segunda-feira, junho 25

terça-feira, junho 12

E no dia dos namorados,

Encontro pela vida milhões de corpos; desses milhões posso desejar centenas; mas dessas centenas, amo apenas um. O outro pelo qual estou apaixonado me designa a especialidade do meu desejo.

BARTHES, Roland. Fragmentos de um discurso amoroso.
Para ti!
Only for you....

segunda-feira, maio 14

Para ti...

Aconteceu quando a gente não esperava
Aconteceu sem um sino pra tocar
Aconteceu diferente das histórias
Que os romances e a memória
Têm costume de contar
Aconteceu sem que o chão tivesse estrelas
Aconteceu sem um raio de luar
O nosso amor foi chegando de mansinho
Se espalhou devagarinho
Foi ficando até ficar
Aconteceu sem que o mundo agradecesse
Sem que rosas florescessem
Sem um canto de louvor
Aconteceu sem que houvesse nenhum drama
Só o tempo fez a cama
Como em todo grande amor

Péricle Calvacanti - na voz da Adriana Calcanhoto.

sei que não gostas muito
(acho difícil tu leres isto aqui, mas EU TE AMO)

;)

sábado, janeiro 20

Uma canção

Uma música que diz muito a respeito do que estou sentindo:

BRIGITTE BARDOT
Zeca Baleiro

a saudade
é um trem de metrô
subterrâneo obscuro
escuro claro
é um trem de metrô

a saudade
é prego parafuso
quanto mais aperta
tanto mais difícil arrancar

a saudade
é um filme sem cor
que meu coração quer ver colorido

a saudade
é uma concha velha
que cobriu um dia
numa noite fria
nosso amor em brasa

a saudade
é brigitte bardot
acenando com a mão
num filme muito antigo